A terapia de casal trata-se de uma modalidade clínica de atendimento cujo objetivo é promover melhor qualidade de vida para os membros do casal e, consequentemente, na dinâmica conjugal do casal. A terapia de casal busca contribuir com a resolução dos conflitos e abre espaço para uma comunicação mais reflexiva e assertiva, compreendendo a expectativa de cada um e o que fazer para alinhá-las. O psicólogo atua como papel de intermediador entre o casal, ampliando o diálogo e a visão de mundo de ambos, que, muitas vezes, por encontrarem-se sob efeito de fortes emoções, perdem o controle e não conseguem tomar uma decisão e modificar antigos padrões que não trazem mais benefícios para a relação. A realidade é que todo casal tem problemas. Alguns são menores e mais fáceis de administrar e outros tomam proporções maiores e que, algumas vezes, necessitam de ajuda ou que levam ao rompimento da relação. Quando o problema é a dinâmica do próprio relacionamento, é importante que ambos reconheçam as dificuldades e procurem pela terapia de casal. O psicólogo é a pessoa mais indicada para orientar qual terapia será a mais eficiente em cada um dos casos. Outras vezes, mesmo que a necessidade seja de terapia de casal, um dos cônjuges não reconhece e não tem interesse no tratamento, levando o parceiro a procurar a psicoterapia individual para ver se consegue resolver a sua parte no problema e ajudar o cônjuge a resolver a “parte” dele. Identificar a necessidade e o momento certo de procurar a terapia nem sempre é fácil, seja ela individual ou em casal. Muitas vezes, o problema apresentado por um afeta todo o convívio do cotidiano, sem que o outro tenha participação. As sessões de terapia de casal ocorrem semanalmente, e o formato dos encontros é combinado de acordo com a necessidade de cada casal.
Primeiramente, o principal objetivo da terapia de casal é manter o casal junto em harmonia e em equilíbrio.
A terapia de casal tem como função sanar as dificuldades conjugais e ajudar as partes a lidarem com as diferenças. Desde a melhora da comunicação, até outros pontos da relação mais específicos e profundos.
Ainda que, no decorrer da terapia, o casal decida se separar, a terapia de casal pode ajudar. Por exemplo, um casal com filhos, que opte pela separação, pode fazê-la de forma consensual.
A vida a dois é um dos maiores exercícios de convivência do ser humano, que envolve todo um mundo de expectativas em relação ao outro e também em relação aos caminhos que serão trilhados em conjunto.
No entanto, apesar de todos os laços afetivos que unem o casal, vários fatores colaboram, ao longo do tempo, para que nem sempre as coisas sigam o rumo esperado.
Rotina, trabalho, filhos, contas a pagar, viagens e mesmo doenças podem fazer com que as pessoas se distanciem, reajam de forma inesperada ou se revelem com comportamento bastante diferente do que se esperava.
Nessas horas a terapia de casal pode, efetivamente, ser um instrumento de compreensão e união, como ferramenta de reaproximação e diálogo que pode ter deixado de existir.
Claro que ninguém se casa pensando em não ser feliz – mas a realização da vida perfeita, do companheirismo que supera todas as dificuldades, da entrega total e irrestrita e da confiança sem limites na maior parte das vezes pode ser uma questão de sorte.
Ainda que nenhum fator externo influenciasse a rotina e o casal vivesse em uma redoma, há aspectos da personalidade de cada um que só aparecem com a convivência – daí é comum se ouvir que só se conhece o outro quando se vive debaixo do mesmo teto. E nem sempre a face real é aquela que esperávamos.
As dificuldades diárias enfrentadas como profissionais, como pais e mães, como donos de casa e como marido e mulher influenciam não só na reação às pequenas coisas do dia a dia, mas também na forma como vemos o outro, e é praticamente impossível não levar agentes externos para dentro do casamento.
Por isso a terapia de casal pode ter um papel decisivo quando o sentimento original se mantém intacto, ainda que por baixo de camadas de mágoas e decepções, de ansiedade e de planos não realizados.
Indicada para qualquer tipo de casais, a terapia procura trabalhar os mecanismos psíquicos comuns dos relacionamentos amorosos, sejam de que forma for.
Claro que não há um padrão específico ou correto de relacionamento a seguir, muito menos um protótipo estrutural de como um casamento deve ser em relação a idade, época ou tempo de união.
Mas muitas vezes é preciso trabalhar a maturidade afetiva de forma a atender carências afetivas e também equilibrar vontade de receber aspectos como estabilidade, carinho, compreensão, companheirismo, fidelidade e reconhecimento, por exemplo, com a própria disposição de dar.
Assim o conflito se perpetua e cresce, atingindo níveis insuportáveis – mas não necessariamente insuperáveis.
A terapia de casal procura trabalhar cobranças, sentimentos exagerados que pautam comumente os relacionamentos modernos, quando vários mitos foram trocados por outros mitos: o “amor eterno” pela “verdade total”, a cobrança excessiva da fidelidade pelo mito da independência, a paixão avassaladora pelo esfriamento do sexo, que, muitas vezes, nada mais é do que uma adaptação natural do furor inicial, por exemplo.
A sociedade cria mecanismos “reguladores” dos relacionamentos que podem tornar-se verdadeiras armadilhas.
A falta de diálogo, de paciência e de comunicação com o outro leva aos casais à terapia, mas a própria procura em si do profissional já demonstra a intensão de consertar, de continuar apostando no relacionamento.
Os rumos tomados pelo casal a partir do início do processo analítico, no entanto, será definido apenas pelo tempo, ao longo da terapia, conforme as verdadeiras razões dos conflitos forem sendo desvendadas e resolvidas. A vida a dois é um projeto arriscado, como tudo o que realmente vale a pena.
A infidelidade não se resume em se envolver com uma pessoa externa à relação. Portanto, esconder contas bancárias, atividades fora do trabalho e rompimento de promessas são exemplos de traições que podem ocorrer em relacionamentos. A infidelidade acaba gerando uma desconfiança por um dos cônjuges e falta de credibilidade para a outra. Muitas vezes, a traição traz consigo outros problemas para a relação conjugal, como o distanciamento e brigas.
A boa comunicação não só facilita o dia a dia da vida do casal, como também melhora o convívio. Dificuldades nesse tópico podem ser um sinal para procurar uma terapia de casal
Assim como se deve estabelecer limites para os amigos, o casal também deve limitar comentários de familiares sobre a relação. E a família também deve respeitar essa fronteira. Eventualmente, os limites variam para cada casal, sendo que a intromissão da família pode afetar de diversas maneiras a vida conjugal. Visto que o funcionamento do casamento é algo íntimo do casal, a interferência de terceiros pode ser um motivo para procurar ajuda.
A vinda de um novo membro da família muitas vezes gera conflito entre o casal. Além disso, mudar completamente a rotina para atender as necessidades do bebê, criar uma criança é exaustivo. O cansaço e o estresse inevitáveis podem acarretar brigas entre o casal até diante de problemas simples. Além disso, como o foco da casa passa a ser a criança, é comum o casal negligenciar as demandas conjugais e focar apenas nas demandas familiares.
Nenhum relacionamento, mesmo que saudável e estável, é isento de discussões e brigas, e um casamento não seria a exceção. Mas se a constância de brigas e discussões for excessiva, qualquer assunto é motivo de desentendimento, a ajuda de um profissional é necessária.
A sexualidade é uma área de grande importância no relacionamento. Desse modo, a diminuição ou falta de desejo sexual pelo parceiro é um sinal vermelho para o casal. Essa carência pode estar relacionada a diversos fatores, como estresse, filhos, insegurança e excesso de intimidade.
Depende do motivo da crise. Podem começar a haver desentendimentos sem motivo, ou muitas brigas, ou um distanciamento de um dos parceiros sem motivo aparente, por exemplo.
Adultério, transformações pessoais que levam à mudanças de planos de vida, mudanças de ciclo de vida (nascimento de filhos, educação de filhos adolescentes, aposentadoria), e muitos outros.
Primeiro o casal deve conversar a respeito, tentar chegar a pontos em comum para estar solucionando as divergências e/ou dificuldades. Caso não se consiga sair da crise sozinhos, é recomendável buscar ajuda profissional, antes que o problema avance mais.
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