Tudo Sobre Fisioterapia para Idosos

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Tudo Sobre Fisioterapia para Idosos


A fisioterapia para idosos ou geriátrica é uma área voltada especificamente para tratamento, prevenção e reabilitação de pacientes idosos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a idade considerada idosa é estabelecida conforme o nível socioeconômico de cada nação.

Em países em desenvolvimento (como o Brasil) é considerado idoso aquele que tem 60 anos ou mais de idade.

 

Objetivos da Fisioterapia Para Idosos

O objetivo da fisioterapia para idosos varia segundo a patologia e as limitações que a idade do paciente apresenta.

De uma maneira geral a fisioterapia para idosos possui:

– Objetivos Gerais

A fisioterapia tem como objetivo geral permitir que o idoso mantenha uma boa qualidade de vida dentro das limitações que a patologia ou a idade lhe impõe. De tal modo que o idoso realize suas atividades cotidianas sem a ajuda de cuidadores e familiares.

– Objetivos Específicos

  • Aumentar a força muscular
  • Melhorar a flexibilidade
  • Melhorar o equilíbrio
  • Melhorar a qualidade de vida
  • Melhorar a coordenação motora
  • Prevenir o risco de quedas
  • Prevenir complicações respiratórias
  • Prevenir complicações cardiovasculares
  • Promover independência funcional

 

Benefícios da Fisioterapia Para a Qualidade de Vida do Idoso

O exercício físico pode aumentar a aptidão física de idosos e das funções essenciais. A fisioterapia trabalha estimulando a realização de exercícios físicos para a parte motora e respiratória.

O aumento das capacidades físicas promovem uma melhora significativa nas atividades de vida diária, reduzindo a fadiga a pequenos esforços. Execícios como força, flexibilidade, potência aeróbia, equilíbrio e coordenação.

A fisioterapia também é benéfica em relação aos riscos de quedas e acidentes. Além de reduzir a vulnerabilidade e fragilidade causada pela inatividade, minimiza as mudanças biológicas trazidas pelo envelhecimento. E ajudam no controle de doenças crônicas, favorecendo a estimulando o idoso a ter uma qualidade de vida muito melhor.

 

Tipos de Fisioterapia Geriátrica

Fisioterapia para Idosos

– Fisioterapia Para Idosos Com Alzheimer

A fisioterapia no tratamento de idosos com Alzheimer visa prevenir as contraturas articulares, mobilizar as secreções pulmonares, prevenir os encurtamentos musculares e manter a massa muscular para prevenção de atrofias, com o objetivo de melhorar o equilíbrio e a marcha e prolongar o tempo de independência do paciente.

O fisioterapeuta deve avaliar todos os itens como amplitude articular, força muscular, alterações posturais e capacidade respiratória. Além disso, os itens relacionados à psicomotricidade também devem ser avaliados como coordenação, equilíbrio, marcha, labilidade, autopercepção, imagem corporal e funções de vida diária.

Em fases mais tardias do Alzheimer, quando o idoso apresenta maior comprometimento, a mobilidade muitas vezes só pode ser avaliada de forma passiva.

As técnicas de fisioterapia utilizadas no idoso com Alzheimer são as mesmas utilizas em pacientes da terceira idade que não apresentam demência: alongamentos, exercícios ativos, resistidos e passivos (em casos avançados), treino de equilíbrio, coordenação e marcha, técnicas de higiene brônquica e exercícios respiratórios. Eletroterapia e termoterapia podem ser utilizados caso o idoso apresente algum sintoma de dor ou edema.

A cinesioterapia é utilizada para manter ou melhorar a força muscular e amplitude de movimento. Nas fases iniciais um programa de alongamento, exercícios aeróbios e de fortalecimento com carga são indicados para prevenção de problemas osteoarticulares e cardiovasculares.

Por mais que as técnicas utilizadas sejam as mesmas, a maneira de abordá-las exige habilidade especial por parte do terapeuta. O paciente pode parecer desinteressado durante a terapia pois ele não tem a capacidade de entender que as alterações no seu corpo podem afetar a sua saúde.

Para facilitar, o fisioterapeuta deverá explicar tudo de forma clara e simples. As instruções para realização dos exercícios também devem ser claras e simples, pois o emprego de palavras diferentes pode confundir o paciente.

Os objetivos primários para o tratamento de um idoso com Alzheimer são melhorar a qualidade de vida, maximizar o desempenho funcional dos pacientes e promover o mais alto grau de autonomia factível em cada um dos estágios da doença.

 

– Fisioterapia Para Idosos Em Grupo

A fisioterapia em grupo torna-se um grande auxílio na manutenção da qualidade de vida para pessoas da terceira idade.

Durante a terapia, exercícios de alongamento, fortalecimento, equilíbrio e coordenação são realizados em grupo, deixando o atendimento mais lúdico e estimulante, trazendo benefícios físicos e também psicológicos para a saúde do idoso.

Inicialmente é necessária uma avaliação para que o fisioterapeuta possa analisar o grau de comprometimento do idoso para saber se ele está ou não apto para realização de atividades em grupo.

Caso esteja apto, o fisioterapeuta pode montar grupos específicos segundo as limitações de cada um, para facilitar a terapia. Exemplo: Grupo de Alzheimer, Grupo de AVC, Grupo de Parkinson, etc…

De acordo com o grupo o fisioterapeuta pode traçar objetivos específicos ou traçar objetivos gerais, caso possua um grupo misto.

Os objetivos da fisioterapia para idosos em grupo são:

  • Aumentar a flexibilidade
  • Melhorar a força muscular
  • Melhorar a capacidade pulmonar
  • Melhorar o equilíbrio
  • Melhorar a coordenação
  • Melhorar a qualidade de vida

 

– Fisioterapia Para Idosos Com Pneumonia

Mesmo com as últimas tecnologias em medicina diagnóstica e das novas terapias as infecções respiratórias ainda são extremamente preocupantes entre os idosos. Considerada o “inimigo especial da velhice”, a pneumonia é uma doença com incidência elevada e alta taxa de mortalidade.

A fisioterapia respiratória, junto com uma equipe multidisciplinar, é capaz de tratar e reabilitar um idoso com pneumonia de forma eficaz e segura.

Para isso o fisioterapeuta pode utilizar manobras de higiene brônquica e drenagem postural para mobilização de secreções, estímulo de tosse para retirada das secreções (ou aspiração caso o idoso esteja intubado), exercícios de reexpansão torácica e exercícios respiratórios para melhorar a mecânica respiratória, aumentar a ventilação pulmonar, aumentar o fluxo expiratório e melhorar a oxigenação.

Fora isso, o fisioterapeuta pode entrar com uma conduta de fisioterapia motora para prevenir complicações originadas do imobilismo da internação como atrofias musculares, encurtamentos, contraturas articulares e úlceras de decúbito.

Para esses objetivos pode-se realizar exercícios ativos ou passivos (caso o idoso esteja muito comprometido), alongamentos, mobilizações articulares, mudanças de decúbito e posicionamento correto no leito.

 

– Fisioterapia Para Idosos Com Artrose

A artrose é uma doença degenerativa que consiste em uma sequência de alterações que envolvem os tecidos da cartilagem articular, da membrana sinovial e do osso subcondral. Em sua forma primária pode-se observar além das lesões da cartilagem uma falência dos demais tecidos das articulações diartrodiais.

A prevalência da artrose aumenta com a idade, sendo muito frequente após os 60 anos. Aos 75 anos de vida ou mais, cerca de 85% dos indivíduos tem evidência clínica ou radiológica da doença.

É necessária uma avaliação minuciosa a respeito das condições articulares do paciente e deve-se ter uma atenção especial à grande apresentação de comorbidade encontrada entre os pacientes idosos. Como exemplo, a investigação de uma hipertensão arterial ou osteoporose deve acontecer para direcionar sobre quais exercícios cinesioterápicos são indicados para o paciente em questão.

De uma maneira geral, os objetivos do tratamento fisioterapêutico no idoso com artrose são:

  • Diminuir a dor
  • Diminuir a rigidez articular
  • Diminuir a sensação parestésica
  • Aumentar a funcionalidade
  • Manter a aumentar a força muscular
  • Aumentar a estabilidade articular
  • Aumentar a propriocepção e sensação cinestésica

 

Para conseguir esses objetivos o fisioterapeuta pode prescrever exercícios de alongamento e fortalecimento com exercícios ativos e resistidos, mobilizações articulares, treinos de propriocepção e estimulação cinestésica.

 

A eletroterapia e termoterapia podem ser utilizados para controle de dor, aumento da extensibilidade do colágeno e diminuição da rigidez articular. Porém o calor é o contraindicado quando houver algum componente inflamatório evidente, situação em que a crioterapia deve ser preferida.

Além dessa conduta o fisioterapeuta deve orientar o paciente sobre as vantagens da prática da atividade física orientada, recomendar e treinar o uso de órteses para reduzir a descarga de peso, promover a melhora do alinhamento articular e reduzir as instabilidades articulares do paciente.

O plano de tratamento deve estimular o paciente a ter uma vida melhor, permitindo-o que exerça suas atividades com autonomia.

 

– Fisioterapia Para Idosos Com AVC

O AVC se caracteriza por uma incapacitação súbita da circulação cerebral causada por um bloqueio parcial ou total de um ou mais vasos sanguíneos cerebrais. Quando as células do cérebro ficam sem oxigênio por um determinado tempo, ocorre a destruição da célula e morte do tecido cerebral.

De acordo dom a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, o AVC é a primeira causa de óbito no Brasil.

Inicialmente é necessária uma avaliação completa para identificar quais foram as sequelas originadas pelo AVC, para que o fisioterapeuta possa traçar sua conduta de acordo com as limitações que o paciente apresenta.

É importante começar a fisioterapia o quanto antes, para aproveitar o momento em que a neuroplasticidade ocorre de forma mais intensa.

Os objetivos gerais da fisioterapia para idosos com AVC:

  • Diminuir a espasticidade
  • Manter a amplitude de movimento do membro acometido
  • Manter e ganhar força muscular do membro acometido
  • Melhorar o equilíbrio
  • Treinar a marcha
  • Alongar e fortalecer os membros não acometidos
  • Prescrever órteses e dispositivos auxiliares de marcha quando necessário
  • Promover independência funcional

Para diminuir a espasticidade exercícios de alongamento e a termoterapia por calor e frio podem ser utilizados. O FES e o TENS também apresentam bons resultados na diminuição da espasticidade.

No membro acometido, mobilizações articulares e alongamentos devem ser realizados em todos os planos articulares para manutenção da amplitude de movimento, sempre respeitando o limite de dor do paciente.

Em um paciente com hemiplegia exercícios passivos e estimulação elétrica funcional (FES) devem ser realizados para manutenção de força de muscular com o objetivo de evitar atrofias.

Já nas hemiparesias os exercícios ativos, ativos-assistidos e resistidos devem ser realizados para ganho de força muscular.

Treinos de propriocepção e equilíbrio devem ser realizados como uma preparação para um futuro treino de marcha, que deve ser prescrito caso o paciente apresente prognóstico para isso. Pacientes que não possuem prognóstico de marcha devem ser estimulados a manter o ortostatismo por alguns minutos por dia.

O lado não acometido deve realizar treinos de alongamentos e fortalecimento intensos, pois a sobrecarga em cima do lado saudável será maior e a musculatura precisa estar forte e preparada para o excesso de uso.

Órteses devem ser prescritas para evitar contraturas musculares em membros superiores e inferiores. Andadores, muletas e bengalas podem ser indicadas para auxílio de marcha caso seja necessário.

O objetivo é tentar oferecer ao paciente uma independência funcional dentro das limitações que a hemiplegia/hemiparesia lhe impõe.

Porém é importante lembrar que idosos costumam apresentar uma evolução mais lenta e as limitações da doença junto com as limitações da idade podem não permitir que a independência funcional aconteça de forma satisfatória.

 

Ficou alguma Dúvida sobre Fisioterapia para Idosos? Deixe seu comentário abaixo, e nossos especialistas terão o maior prazer em responder sua pergunta.

 


Fonte: Blog Fisioterapia

 

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